sábado, 29 de novembro de 2008

"Um dia Azul"

O tempo não tem mudado. Sempre a mesma coisa. O dia amanhece com muitas nuvens e o céu completamente fechado, não nos deixando sequer ver a cor "AZUL". Logo após algumas horas, as nuvens vão desaparecendo, alguns raios aparecem e finalmente o céu parece querer limpar. O "AZUL" agora está estampado em toda a cidade, esta é a cor predominante do dia. Não, não é porque o sol está brilhando e a chuva parou. A cidade está estampada de azul, pois hoje é sábado, e foi o último jogo do "AVAI" na série "B", portanto, mesmo que o céu não estivesse azul, na ressacada não teve outra cor. O adversário vestia camisa azul e até mesmo o Papai Noel trocou a tradicional cor vermelha pelo azul - e ficou muito bonito!!! Embaixo de uma forte chuva, conseguimos apenas o empate, o que nos deixou fora da vice-liderança, a qual ficou com o Santo André. Mas futebol é assim, além da chuva, do juiz - gaúcho e ladrão - ainda tivemos que ver um time que jogou muito mal. Sai muito decepcionada, pois esperava a vitória. Mas feliz, pois estamos na série A.

Onde tem "A" tem Agradecimento...
Onde tem "A" tem AVAI!!!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"Cashback"

Sexta feira a noite, cidade chuvosa e uma sala de cinema - para ser exata a de número três. Sai de casa para assistir a um filme (tinha um bônus free) já que não tinha nenhuma outra opção. Tudo bem, cinema, pipoca e amigos é uma coisa muito boa, mesmo que numa sexta feira chuvosa.

Depois de muita discussão em qual sala deveríamos entrar, afinal não sabíamos o que iríamos assistir, resolvemos pelo título: 'CASHBACK". Quando entramos na sala uma surpresa, não tinha mais que dez pessoas. Fiquei imaginando como nossa cidade é desprovida da cultura de ir ao cinema, ao teatro, ouvir uma boa música.

Claro que também tem o agravante da falta de grana. Mas numa sexta feira a noite, pensei que encontraria a sala lotada. Voltando ao filme. Inicialmente um filme tosco e bastante chato. Um ar condicionado numa temperatura muito gelada, fez até o companheiro da esquerda dormir - por 20 minutos, mas dormiu.

Lá pelos 45 do segundo tempo, o filme toma corpo e faz a gente se emocionar. Tem como mensagem principal "aproveitar cada momento". Nos faz valorizar cada segundo... Lembrei-me de Lulu Santos: "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Tudo Passa, tudo sempre passará. A vida vem em onda como mar... ".

O personagem principal enfoca o tempo todo o fato de não se perder tempo, pois por questão de segundos poderemos estar perdendo o melhor de nossas vidas. Ao final, todos saem de celular na mão, ligando anciosamente. Assiste o filme, tenho certeza que vai gostar e antes de chegar na porta para sair do shopping já terá feito uma ligação. É uma boa dica de final de semana, caso você esteja ai pensando o que irá fazer. Lembrando que ir ao cinema é sempre mais divertido quando se está acompanhado, mesmo que de amigos... Mas evitem os amigos tagarelas, ou pelo menos mantenha-os com a boca ocupada - pipoca e refrigerante. Bom filme, bom final de semana!!!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"Pé de pato"


Bem, embora o sol esteja dando o ar de sua graça nestes último dias, é bom não ficarmos muito animados. Ao que tudo indica as "gotinhas" malvadas ainda estarão presentes em nossa cidade. Não vai demorar muito para termos uma mutação e passarmos a ter membranas interdigitais, iguais aos patos, por isso é melhor previnir do que remediar . E pensando assim, já tem fábricas de calçados criando a nova tendência do verão 2009. Eu já encomendei um de cada cor, afinal preciso ficar protegida e na moda.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Transparência"


Ter um blog está na moda... Tenho visitado alguns e sinceramente acho que as pessoas estão se superando. Com certeza, o blog é a melhor maneira de as pessoas se expressarem e deixarem fluir um lado mais "transparente". Ser transparente não quer dizer ser sincero e não enganar os outros. Quando falo em ser "transparente me refiro a ter coragem de se expor, de falar o que sente... É desnudar a alma, se apresentar sem máscaras. Quando leio os blogs, principalmente das pessoas que eu conheço e convivo, consigo, em cada linha, decifrar a alma do redator. Tenho vários amigos que acompanho diariamente os blogs e a cada dia me surpreendo mais e mais. Que bom saber que vocês são "transparentes" e que tem exatamente esta "cara.

domingo, 2 de novembro de 2008

"Superando o machismo"


Questionada se gosta de ser feminina, Patrícia Pillar diz: “às vezes me incomoda, o mundo está muito machista e as mulheres também estão ficando”.

"Todas as situações descritas sobre o cotidiano da mulher, por uma mulher, é para explicitar o quanto o olhar masculino e, a conseqüente sociedade disfarçadamente machista, está pouco apurado às questões femininas, desde a mais vil grosseira e invasão até as sutis indiferenças referentes às necessidades do gênero feminino”. (Larissa Caetano)

“Todo o dia ouve-se a mesma coisa: superar o machismo e protagonizar a mulher”. Isso acaba nos remetendo a um outro problema: o feminismo, ou seja, com a idéia de exterminar o machismo, nos esquecemos que levantamos a bandeira do feminismo. A mulher nem sempre foi tratada na história da humanidade como submissa do homem. Em algumas sociedades, a mulher exercia o caráter matriarcal de defender a comunidade/tribo em que estava inserida. Isso nos faz refletir que existiram momentos onde a mulher exercia a chefia da comunidade. Mas, com o início das religiões monoteístas, as sociedades passaram a identificar a semelhança entre Deus (Ser Divino e Supremo) com o homem-masculino (Ser humano).

O papel da mulher passou então única e exclusivamente para a procriação - o que eu como mulher acho magnífico. Com estes dados históricos podemos perceber a visão da mulher na religião judaica (principalmente, com a criação do Código das Leis) e depois no cristianismo, bem como a visão da mulher nos escritos gregos antigos, onde filósofos como Platão e Aristóteles, entendem que a mulher, o escravo e as crianças são como extensões do senhor (pai), sendo o senhor o único considerado cidadão da polis pela sociedade - Aqui seria justo abrir um parêntese e dizer, que claro que o mundo teve o homem como o símbolo maior, pois ele era quem tinha a responsabilidade de sair em busca do provento do lar. São essas duas visões que permanecem na história e que se tornaram presentes no inconsciente popular.

Embora alguns insistam em dizer que a mulher já vem sendo inferiorizada inicialmente pela religião que sempre viu a mulher como símbolo da tentação (a Eva que tenta Adão a comer o fruto do paraíso), associada à serpente que tenta o homem em seus mais íntimos desejos - um tremendo absurdo, pois acho que aqui poderíamos usar tal fato como poder. Só o que se lê é que a mulher, bem antes da era cristã, durante toda a Idade Média, até metade do século XX, não havia conquistado seu espaço de direito na sociedade. Pode ser que a mulher realmente em uma grande maioria das vezes sofreu repressões e era tratada de maneira diferente, mas um dia resolveu pedir igualdade de direitos - e os deveres? Esse é o ponto.

Estamos exigindo direitos e esquecendo dos deveres. Hoje se o homem divide a conta do restaurante, há mulheres que se sentem ofendidas. Se os ex dizem a elas para irem à luta, acham que eles querem se livrar da "pensão" - que elas tentam extorquir ao máximo deles: médicos, dentistas, calçados, roupas, escola, remédios, brinquedos, entre outras coisas. É ai que acho que nós mulheres nos perdemos, reclamamos de um mundo machista, mas onde nós mesmas exigimos que eles tenham atitudes de "macho". Eu não acredito que o mundo seja assim tão machista, penso que temos aquilo que merecemos e escolhemos. Esse é o mundo que nós mesmas criamos. Calma! Eu explico.

Vamos partir do princípio de que somos as responsáveis pela procriação e pela educação da prole, pois os pais - os machos - estão na rua, trabalhando para sustentar sua família. Sendo assim, estamos com o poder de mudança, basta que para isso, eduquemos nossos filhos homens da mesma maneira que fizemos com nossas filhas. Ensinando aos meninos que as meninas são frágeis sim, meigas e lindas. Mas que assim como elas, eles também têm sentimentos e podem expressá-los. Que eles podem chorar, podem lavar louças, limpar a casa, cuidar dos filhos, perderem noites de sono... Enfim que eles podem fazer tudo que uma mulher faz e continuar sendo aquele homem maravilhoso, sem deixar e ser “macho” e por quem um dia uma mulher irá se apaixonar.

Eu quero dizer com isso, que nós mulheres exigimos demais por uma sociedade menos machista, enquanto nós somos a principal responsável por isso, pois criamos os nossos filhos, exatamente como nossas tataravós: "Amarrem suas cabritas que o meu bode está solto". Construímos assim um mundo machista e nos sentimos no direito de reclamar deles – os homens. E por isso, enquanto não nos dermos conta de que estamos alimentando o mundo machista e enquanto estivermos alimentando o monstro, ele jamais será vencido. Por isso, vamos deixar os homens fora disso e vamos assumir a nossa meia culpa – ou será culpa total? A responsabilidade de toda essa história é nossa. Se quisermos um mundo menos machista, façamos a nossa parte!!